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A arte e o Bem Viver

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Promovidas pela Fundação Rosa Luxemburgo, visitas guiadas na 32ª da Bienal de São Paulo colocaram o Bem Viver no centro do debate. Obras trouxeram denúncias aos fluxos extrativistas e desenvolvimentistas predatórios, reflexões e propostas de como descolonizar o pensamento

Por Christiane Gomes

roda-completa

Mais de 30 pessoas participaram das visitas guiadas que a Fundação Rosa Luxemburgo realizou, em 29 de outubro, na 32ª Bienal de Arte de São Paulo. A proposta percorreu trabalhos de artistas que dialogam com alguns dos temas trabalhados pelo escritório de São Paulo da Fundação, como o Bem Viver.

Obras como de Carolina Caycedo(vídeo), Öyvind Fahlström, Ursula Biemann e Paulo Tavares, Rikke Luther, Jonathas de Andrade, entre outros, trouxeram denúncias aos fluxos extrativistas e desenvolvimentistas predatórios, e reflexões e propostas de como descolonizar o pensamento.

No intervalo entre as duas visitas agendadas, um bate papo informal com o economista equatoriano Alberto Acosta, autor do livro “O Bem Viver”, despertou reflexões de como implementar o conceito do Bem Viver, em uma metrópole como São Paulo. O conceito integra uma proposta política filosófica que “recorre às experiências e visões de povos que, dentro e fora do mundo andino e amazônico, empenharam-se em viver em harmonia com a natureza, e que são donos de uma história longa e profunda, ainda bastante desconhecida, e inclusive, marginalizada”. Transformações pautadas em alternativas de vida, baseadas no respeito à natureza e à vida em comunidade, permearam as conversas com Acosta. Ouça na íntegra o diálogo com o economista equatoriano:

Um rica experiência e discussão que comprovou a potência criativa que a arte pode despertar nos pensamentos críticos de transformação da sociedade.

Fiquem atentxs: em 03/12, a Fundação Rosa Luxemburgo irá promover mais uma visita guiada sobre o Bem Viver na 32ª Bienal de SP.

Confira a galeria de fotos com alguns momentos: